– Procure lembrar na sua história de vida se você adaptou-se melhor nos colchões de tipo macio ou firme. Depois se eram de espuma, mola ou caixa ortopédica (os três tipos mais comuns). Dê preferência ao modelo e tipo que você já possui hábito. Salvo se sua experiência vem sendo ruim.

– Todo colchão deve exercer uma função ortopédica para seu usuário. Para isto ocorrer precisamos combinar o colchão com o biótipo do usuário. Existem modelos que são polivalentes, ou seja: são ortopédicos para qualquer biótipo de usuário, porém é preciso consultar uma loja especializada. Cuidado, pois existem muitos colchões com apelo de ortopédico que não exercem uma função ortopédica.

O que é colchão ortopédico?
Todo colchão deve ceder nas devidas proporções às curvaturas do corpo sem que o mesmo afunde como um todo, ou desproporcionalmente. Resumindo: quando deitamos num colchão que tem função ortopédica, seria como se deitássemos num local sem gravidade e o corpo ficasse flutuando, com as curvas de sua anatomia em perfeito estado, sem influência de qualquer força ou pressão.

Imagine você deitado num colchão e um terceiro bater foto, após isto com um computador eliminarmos o colchão da foto e visualizarmos apenas você. Se a sua postura estiver natural, tipo flutuando no ar mantendo sua coluna em estado natural, certamente este colchão está exercendo uma função ortopédica, então podemos chamá-lo de colchão ortopédico.

Na linha de colchões de espuma:
Existem tabelas que indicam qual a densidade da espuma de poliuretano ideal para cada biótipo. Diante disto, podemos afirmar que determinado colchão pode ser ortopédico para uma pessoa de 70 kg e 1,75, mas para uma pessoa de 100 kg e 1,80, não.

Nos colchões de mola:
Existem recursos como as molas bicônicas, que têm resistência progressiva, funcional como um feixe de mola. Ou seja, a resistência do colchão é proporcional ao peso da pessoa. Assim, quanto mais peso se coloca sobre as molas, mais elas trabalham para oferecer uma resistência que estabilize o corpo numa posição confortável. Pode-se ainda optar pelo sistema de molas pocket (são molas individuais). Este sistema se baseia no sistema de suspensão independente que é usado nos veículos, onde se uma das rodas sofre a pressão de uma pedra, esta roda se move, já as outras ficam no estado natural. No colchão ocorre o mesmo: se o ombro e o quadril são as partes mais proeminentes do corpo, as molas que os suportam sofrem variação, já as demais ficam intactas sustentando o corpo, dando total anatomia ao usuário.

Nos colchões de caixa ortopédica:
Certifique-se que o colchão possua no mínimo 5 cm de espessura na camada de espuma e no máximo 10 cm. Isto fará com que o corpo afunde nas devidas proporções no quadril e ombro e garantirá a anatomia durante o uso. As densidades devem variar entre 26 e 45.

Nos colchões de látex:
Têm o mesmo princípio da espuma. Dependerá da densidade, porém dificilmente você encontra a tabela de adequação de peso e altura, a qual para o látex é diferente da espuma de poliuretano.

Experimente:
– Você deve optar pelo colchão após experimentá-lo na loja: teste experimentando em todas as posições de uso. É fundamental experimentar mais de um tipo para poder estabelecer um referencial. Tente imaginar usando-o todos os dias e após isto decida.
– Muito rígido: entorta a coluna e pode machucar os quadris, os ombros e as coxas. Um colchão assim também exige muito dos músculos, quando eles deveriam repousar.
– Muito macio: não dá a sustentação necessária para as partes mais pesadas do corpo, como os quadris, os ombros e as coxas. Em vez de moldá-las, ele afunda, desnivelando a coluna.
– Melhor colchão: é firme, nem macio nem rígido demais, seja qual for o material do qual é fabricado. Nele, todas as curvas do corpo têm apoio e a coluna fica reta, sem ser forçada.

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